terça-feira, 27 de março de 2012

REMODELANDO A MATÉRIA E RENOVANDO O CONCEITO DO OBJETO



REMODELANDO A MATÉRIA:

* cadeira resultado "final atual"




Desvantagens do Sistema Capitalista
O sistema capitalista induz ao desenvolvimento de uma relação efêmera com “as coisas” e com o mundo que nos cerca. Poucas pessoas refletem sobre os impulsos que conduzem suas atividades.
A medida que a economia passa a girar em torno da acumulação do capital, a sociedade caminha por valores focados no consumo de produtos criados no intuito de manter o ciclo de reprodução. Quanto mais rapidamente se consome, em maior quantidade o capital gira e é produzido.
É a obsolescência programada. O prazer que a aquisição de algo proporciona ao indivíduo é facilmente substituído quando outro objeto ou serviço mais atraente aparece. Neste sistema, não interessa a produção de bens duráveis, pois freiam a rápida substituição; tornando o ciclo do capital mais lento e longo.
É preciso considerar que, do modo como se processa o referido sistema, há implicação sobre nós, a sociedade e a natureza.
Essa realidade capitalista, parece ter nos feito esquecer o verdadeiro sentido da matéria: o de estar em constante transformação. Consequentemente gerou acumúlos na Natureza, poluição e principalmente, desperdícios...
O ato de jogar fora e comprar outro novo, se tornou uma perigosa rotina. O descarte é uma característica da sociedade de consumo e está presente nas mais diversas áreas de seu cotidiano.
Até mesmo instituições que outrora eram invioláveis e insubstituíveis como, religião e casamento por exemplo, foram contaminadas por esse fantasma, hoje em dia, não se descarta rapidamente somente "coisas", troca-se de crenças e relacionamentos numa velocidade similar... Vivemos a “era dos descartáveis”....
De acordo com Lipovetsky (1989, p. 175), a sociedade de consumo é desprendida de seus objetos, pois “quanto mais o consumo se desenvolve, mais os objetos se tornam meios desencantados, instrumentos, nada mais que instrumentos: assim caminha a democratização do mundo material”.

Comecei a dar uma atenção especial a algumas teorias e leis do cotidiano. Percebi que, normalmente, não os relacionamos com a vida prática por estarmos condicionados às condições impostas pelo sistema capitalista em voga.
Por exemplo:
A Lei da Conservação das Massas, também conhecida como:
Lei de Lavoisier
De acordo com essa lei, em qualquer sistema, físico ou químico, nunca se cria nem se elimina matéria, apenas é possível transformá-la de uma forma em outra. Portanto, não se pode criar algo do nada nem transformar algo em nada (Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma).
Logo, tudo que existe provém de matéria preexistente, só que em outra forma, assim como tudo o que se consome apenas perde a forma original, passando a adotar uma outra. Tudo se realiza com a matéria que é proveniente do próprio PLANETA, apenas havendo a retirada de material; podendo muitas vezes ser reutilizado.
Você já parou pra pensar no tanto de coisa que joga fora, descarta, abandona, esquece....E o tanto de coisas que compra e não utiliza, ou usa pouco...
Não existe no Universo uma pessoa que nunca tenha comprado algo por impulso e, ao chegar em casa pensou: Porque comprei isso???
Todo mundo tem “coisas” que não usa mais, ou que enjoou, mas não se desfaz, fica guardando na esperança de precisar um dia, ou até mesmo por preguiça.

Segundo o feng-shui, se não nos livrarmos dos excedentes não abrimos espaço para que o novo entre em nossas vidas. Entretanto, não é descartando que se resolve esse problema.
*cadeira após primeira transformação


Foi então que pensei: Por que não reaproveitar a matéria, remodelar o velho dando a este vida nova?
E assim, começa um prazeroso processo de TRANSFORMAÇÃO, REUTILIZAÇÃO e CRIAÇÃO! Segue alguns exemplos:

Esta cadeira, originalmente, possuia aqueles tampos trançados, feitos com matéria prima natural(como por ex sizal e palha). Porém, ficou no jardim, exposto ao tempo e acabou embolorando.
Primeiramente, encapei com 1 plástico (antiga cortina do boxe do banheiro só pra ressaltar), e pintei as pernas que eram originalmente da cor da madeira de roxo. Durou algum tempo mas, veio a se desintegrar...Ia jogar fora.
Ficou encostada num canto, até que 1 dia, após usar tinta preta para outros fins, aproveitei a sobra e pintei a carcaça!
Certa vez, inventei de criar uns acessórios com retalhos de tiras de tecido. Para isso, fiz um mutirão, coloquei minhas amigas pra me ajudarem a recortar e obtive MUITASSSS tiras que, acabaram sobrando. (confesso que nem fiz os acessórios por fim..rs)
Involuntariamente,comecei a amarrar na cadeira. Cada hr que passava por perto, amarrava mais 1 e assim foi... horasss entrelaçando e dando nós.
Vale ressaltar um detalhe importante: todas estas fases, sempre se deram, na companhia de minha amiga inseparável Mixe Mixe(gata). Ela acabou sendo a determinadora do Conceito final do objeto!
Sempre ao meu lado, ela ficava LOUUUCCCAAA com as tiras de tecido em movimento constante, cada uma que eu amarrava, ela pirava, querendo pegar e brincar...
Já sacudiu 1 tira para 1 gato?
Esse fator contribuiu para a decisão final e derradeira: Fazer a cadeira em homenagem a ela: CADEIRA MIXE MIXE!
Ela adorou e desfruta de seu conforto constantemente! rs

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

SIMBOLISMO DOS TRÊS REIS MAGOS





OS TRÊS REIS MAGOS:
O simbolismo dos Reis Magos, ou Santo Reis, é amplo e está sujeito a diversas interpretações.
As referências bíblicas são vagas e o episódio passa quase despercebido; foram mencionados apenas nos Evangelhos segundo Matheus.
De onde vieram e o que buscavam, pouca gente sabe. Acredita-se que, não seriam reis, mas sim, sacerdotes ou astrônomos da religião Zoroástica da Pérsia. Naquele tempo, a palavra mago, representava também os sábios e filósofos.
Quanto aos seus nomes, Gaspar significa Aquele que vai inspecionar, Melchior quer dizer: Meu Rei é Luz, e Baltazar traduz-se por Deus manifesta o Rei. Pretendia-se demonstrar que simbolizavam os reis de todo o mundo, representando as três raças humanas existentes, em idades diferentes.
Assim, Melchior entregou-Lhe ouro em reconhecimento da realeza; Gaspar, incenso em reconhecimento da divindade; e Baltazar, mirra em reconhecimento da humanidade. A exegese vê na chegada dos reis magos o cumprimento a profecia contida no livro dos Salmos (Sl. 71, 11): Os reis de toda a terra hão de adorá-Lo.
Eles observaram o firmamento e sentiram-se chocados com a presença de um novo astro. Após consultar seus pergaminhos e papiros de palavras mágicas e fórmulas secretas, tiveram a revelação de que havia nascido o novo Rei de Judá e, que ele, como soberano, deveria, também, prestar sua homenagem ao menino que seria o monarca de todos os povos, embora o seu Reino não fosse deste mundo. O que fez com que, cada um deles, deixasse suas terras e fosse em direção ao novo astro!

O simbolismo dos presentes
Conta ainda a tradição que, ao chegar a Canaã, indagaram os Magos, onde havia nascido o novo Rei de Judá.
Os representantes do Império preocupavam-se com o aparecimento de um novo líder do povo de Israel. A revolta dos macabeus ainda não fora esquecida e o povo oprimido esperava ansioso, pela vinda do Messias que iria libertar o Povo de Deus e cumprir a palavra do salmista: "Disse o Senhor ao meu Senhor — senta-te à minha direita até que ponho os teus amigos como escarbelo aos teus pés".
No presépio encontramos apenas os animais e os pastores e, inspirados pelo Espírito Santo, curvaram-se diante do filho do carpinteiro de Nazaré e depositam aos pés da manjedoura que lhe servia de berço, os presentes: ouro, incenso e mirra, isto é prendas que simbolizavam a realeza, a divindade e a imortalidade do novo Rei, e grão de areia que cresceria e derrubaria o ídolo de pés de barro (símbolo das grandes potências que se sucederam no domínio do mundo), do sonho de Nabucodonosor decifrado pelo profeta Daniel.

Símbolos da humildade
Na tradição cristã os três Reis Magos simbolizavam os poderosos que deveriam curvar-se diante dos humildes na repetição real do canto da Virgem Maria à sua prima Isabel, e "Magnificat", pois sua alma rejubilava-se no Senhor, que exaltaria os pequenos de Israel e humilharia os poderosos.
A igreja cultua os Reis Magos dentro desse simbolismo. Representam os tronos, os potentados, os senhores da Terra que se curvara diante de Cristo, reconhecendo-lhe a divina realeza. É a busca dos poderosos que vêem em Belchior, Gaspar e Baltazar o exemplo de submissão aos desígnios de Deus e que devem, como os magos, despojar-se de seus bens e depositá-los aos pés dos demais seres humanos, partilhando sua fortuna como dignos despenseiros de Deus.
Os presentes de Natal também têm esse sentido. São as ofertas dos adultos à criança que com a sua pureza representa Jesus. Alguns, dão a essas festas um sentido mitológico pagão, buscando nas cerimônias dos druidas, dos germânicos ou saturnais romanas a pompa das festas natalinas que culminam com a Epifania.

A Epifania
A palavra epifania, usada também como nome de mulher, deu origem a uma corruptela dialetal do sul da Itália, levada depois a Portugal e Espanha, a Bifana. A Bifana, segundo a lenda, era uma velha que, no dia de Reis, saía pelas ruas das cidades a entregar presentes aos meninos que tivessem sido bons durante o ano que findara. Estava intimamente ligada às tradições dos povos mediterrâneos e mais próxima do significado litúrgico das festas natalícias. Os presentes eram somente dados no dia 6 de janeiro e nunca antes.
Depois, com a influência francesa e inglesa em nossas tradições a Epifania ou Bifana foi substituído pelo Papai Noel, a quem muitos estudiosos atribuem uma origem pagã e outros, para disfarçar o sentido comercial da sua presença no dia de Natal, confundem com São Nicolau.
Hoje, o Santos Reis já não são lembrados. O presépio praticamente não existe e só neles é que podemos ver os Magos de Oriente apresentados. A árvore de Natal, pinheiro que os druidas enfeitavam para agradar o terrível deus do inverno Hell, substituiria a representação do nascimento de Jesus, introduzida no costume dos povos por São Francisco de Assis.
A festa da Epifania, dia de guarda no calendário litúrgico, já não mais é respeitada e com ela desaparecerem outras tradições da nossa gente, trazidas da Península Ibérica pelos nossos antepassados, como a folia de Reis e tantos outros autos folclóricos, cultuados em poucas regiões do país.



SIMPATIAS DE DIA DE REIS:

SIMPATIA DAS ROMÃS
1) No dia de Reis, coloque três caroços de romã dentro da carteira para ter dinheiro durante o Ano Novo.
2) No Dia de Reis, dia 6 de janeiro, pegar uma romã e retirar 9 sementes pedindo aos 3 Reis Magos, Baltazar, Belchior e Gaspar que nesse ano que se inicia você tenha muita saúde, amor, paz, dinheiro.
Depois pegue 3 das nove sementes e guarde num saquinho, papel, o que der. Essas sementes ficarão dentro da carteira para nunca faltar dinheiro.
As outras 3 você engole e as últimas três que sobraram você joga pra trás fazendo o pedido que desejar. É infalível. Você pode não ficar rico, mas na sua carteira vai ter sempre algum dinheiro.

SIMPATIA DAS MAÇÃS
Antes da meia-noite, sirva sobre uma toalha branca nova quatro pratos com maçãs ¬ uma para você e uma para cada rei mago. Coma a sua.
No dia seguinte, dê uma nota (de qualquer valor) e uma das maçãs dos reis a uma criança e outra nota e as duas maçãs restantes a um mendigo.
Deposite uma terceira nota na caixa de esmolas de uma igreja e guarde outra até o final do ano e depois jogue-a fora. A partir de 6 de janeiro, Dia de Reis, acontecerão mudanças em sua vida

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Patrocínio: retorno através de visibilidade, vendas e comportamento

Patrocínio: retorno através de visibilidade, vendas e comportamento

Atualmente é grande o número de empresas que associam suas marcas a eventos musicais, esportivos, culturais e, mais recentemente, de responsabilidade sócio-ambiental.
O patrocínio é mais uma das ferramentas do Marketing que leva experiência ao consumidor com o objetivo de fidelizá-lo ou ganhar a simpatia dele.
Marcas como Coca-Cola, Petrobras, Fila e Lotto fazem parte do cenário de patrocínios.
Pesquisas, análises financeiras, mídia espontânea e aumento em vendas são opções sólidas para mensurar uma ação de patrocínio. A visibilidade da Coca-Cola ao patrocinar um evento musical no Nordeste faz com que as pessoas associem a marca a um momento divertido e lembrem que ela proporcionou uma experiência positiva.

Impacto para quem vê e para quem sente
Quando uma marca deixa de ser uma imagem corporativa e passa a oferecer experiência e emoção, ela automaticamente começa a ser vista pelo consumidor de forma diferente e é provável que fique na mente deles por bastante tempo.
Para mensurar o retorno que os eventos trazem para uma marca é preciso perceber como o mercado reage. De acordo com o Gerente de Marketing da Norsa, o importante é dar seqüência ao trabalho periodicamente. “É preciso haver continuidade de patrocínios para que haja consolidação na cabeça do consumidor. O departamento de Marketing tem que se programar para fazer estas ações por muito tempo”, explica.

Inteligência como estratégia de patrocínio
Mesmo com pouca verba disponível para investir, existem outras formas de se fazer patrocínio e obter um retorno satisfatório. Partindo do princípio de que patrocinar é mexer com aspectos intangíveis, qualquer marca tem grande oportunidade de oferecer seus serviços ou produtos de forma consistente, com reciprocidade, através da aproximação de pessoas, sensibilidade e emoção, de forma simples, barata e eficiente.
Diferente da Europa e da América do Norte, o Brasil ainda precisa se desenvolver no processo de patrocínio. Mas, através da uma boa estratégia é possível atingir o objetivo.

Cultura e meio-ambiente fortalecem a comunicação
Patrocinando diversos projetos voltados para a cultura e responsabilidade social, a Petrobras investe em cerca de mil projetos culturais como cinema, artes cênicas, música, literatura, entre outros. “A empresa busca agregar valor à reputação de sua marca com o patrocínio a projetos que valorizam e incentivam a cultura brasileira, com eventos de reflexão e preservação.



BUSCANDO INTERESSES EM COMUM
Ter o um projeto patrocinado por uma empresa não é um favor, mas uma troca de interesses. E interesse é uma palavra chave na busca de patrocínio. Pensando nisso, sua primeira estratégia será identificar as empresas que possam ter interesses em comum com o seu projeto. Comece pelo tema, procure algo em comum entre a sua peça e o segmento de uma determinada empresa. Por exemplo: se o seu espetáculo discute ciência e perspectivas para o futuro você pode listar algumas marcas que investem em tecnologia ou editoras que publicam livros científicos. Informe-se também sobre as empresas que têm um histórico de investimentos em marketing cultural, ou pelo menos estrutura para implantar essa nova estratégia. Uma dica é a leitura de revistas especializadas em economia, que mostram as melhores e maiores empresas do ano e discutem suas atuações em propaganda e marketing.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O QUE É VIDA?!?













VIDA:
A vida é um fenômeno material sumamente complexo, se distingue não por seus componentes químicos, mas pelo comportamento destes.
Ela conserta, sustenta, recria e supera a si mesma.
Nossas tentativas frenéticas de sobreviver e prosperar são um modo especial existente a quatro bilhões de anos de o Universo se organizar.
Como foi que a matéria num banho de energia, realizou pela primeira vez o feito da vida ninguém sabe, nenhuma molécula isolada é capaz de se reproduzir.



EVOLUÇÃO E AS BACTÉRIAS:
É que o mais humilde organismo, a mais simples bactéria, é uma colisão de um imenso número de moléculas. Não há como supor que todas as partes tenham se formado independentemente no oceano primitivo, tenham-se encontrado por acaso, um belo dia, e, de repente, tenham-se disposto num sistema de tal complexidade.” ( François Jacob)
As bactérias povoaram o planeta no começo e nunca mais abriram mão desse controle. Elas podem ser as formas biológicas mais minúsculas da Terra, mas deram passos gigantescos na evolução; inventaram até a multicelularidade.
estrutura básica de uma bactéria.
Algumas linhagens evoluíram para muitas espécies de seres diferentes inclusive nós mesmos. No interior de nossas células existem, neste momento, antigas bactérias que usam oxigênio para gerar energia, trata-se das mitocôndrias.
Todos os seres contêm mitocôndrias em suas células, como descendentes vivos que viveram na Terra antes de o oxigênio se acumular no ar.
Foram as bactérias que retiraram o dióxido de carbono e produziram o oxigênio. Na verdade, foram elas que transformaram o meio ambiente planetário no que é hoje!
Qualquer organismo é descendente de alguma bactéria, ou, mais precisamente, da fusão de vários tipos de bactérias.
As bactérias não são seres toscos, mas completamente vivos e desenvolvidos sendo as maiores inventoras químicas da história; suas células conservam indícios da química da superfície terrestre, tal como esta existiu num passado remoto.
Por serem os únicos seres aptos a executar muitos truques metabólicos que nós, os animais, e até mesmo as plantas, não somos capazes de fazer, as bactérias foram as primeiras a respirar oxigênio e a nadar. Sem nunca terem entrado em extinção, continuam a nos proteger, enquanto sua população cresce prodigiosamente.
As bactérias existem numa multiplicidade de cores, desde as Beggiatoa, vermelha, tons azuis, verde-azulados da Spirulina, da Nostoc ou da Microcystis. Em suma, não são “micróbios”, muito menos “ervas daninha” são as plantas que nos alimentam, nos vestem e nos abrigam.
Nossas células nucleadas (eucarióticas) não apenas descenderam de antigas bactérias como são, amálgamas de várias cepas bacterianas.
As células humanas, como a de todos os animais, do eucalipto e do cogumelo, têm a maior parte de seu DNA, mas não todo ele, encerrado num núcleo celular que é claramente isolado das diversas organelas que pontilham as planícies do citoplasma celular.
As estruturas biológicas são sinais de antigos acontecimentos evolutivos.
Em O que é vida? Lynn Margulis e Dorion Sagan nos dizem que tipos de bactérias se fundiram para formar as células nucleadas originais – nossas células.
A vida, desde as bactérias à biosfera, mantém-se ao produzir novas quantidades dela mesma.
O medo das bactérias é, de certo modo, um medo da vida, medo de nós mesmos, num estágio anterior de evolução. Uma vez que os compostos de carbono e hidrogênio de todos os organismos já se encontraram num estado ordenado, o corpo humano ( como o de qualquer ser vivo), é uma fonte de alimento desejável para essas formas biológicas minúsculas. As bactérias nos procuram como fonte de manutenção autopoética em sua antiqüíssima luta contra o equilíbrio termodinâmico.


PADRÕES QUE SE REPETEM:
A vida na Terra é uma holarquia, uma rede fractal aninhada de seres interdependentes.
Os "FRACTAIS" da vida são as células, os arranjos celulares, os organismos multicelulares, as comunidades de organismos e os ecossistemas de comunidades. Repetidos milhões de vezes ao longo de bilhões de anos, os processos biológicos levaram aos esplêndidos padrões tridimensionais vistos nos organismos, nas colméias, nas cidades e na vida planetária como um todo.

EVOLUÇÃO:
A evolução não começa do zero toda vez que surge uma nova forma de vida. AS MUTAÇÕES AO ACASO, CEGAS E SEM DIREÇÃO, são enaltecidas como principal fonte da novidade evolutiva. Módulos preexistentes, que revelaram-se primordialmente BACTÉRIAS, já gerados por mutações e conservados pela seleção natural, unem-se e interagem. Eles formam alianças, fusões ou novos organismos – complexos inteiramente novos.

A tendência da vida de se reproduzir tanto quanto possível, cuida do resto. Primeiro, porém, a novidade tem que provir de algum lugar. Na sinergia, duas formas distintas se unem para produzir uma terceira, nova e surpreendente!
Em seu pensar metafísico, Koestler invocou o deus Jano, com suas duas faces, na mitologia romana, o guardião doa portões e o patrono dos começos e dos fins; olha simultaneamente para frente e para trás, assim como os seres humanos, que não estão no ápice da criação, mas apontam simultaneamente para o reino menor das células e o domínio maior na biosfera.

AUTO-SUSTENTAÇÃO:
Os organismos são muito superiores às máquinas. Ao contrário destas, concentram a ordem, se refazem continuamente. Biólogos vêem no metabolismo a essência de algo fundamental para a vida e dão-lhe o nome de AUTOPOESE. “Si mesmo” (auto) e “fazer” (como em “poesia”); a autopoese refere-se à produção contínua de si mesmo pela vida.
As menores dentre as células, pertencentes às mais minúsculas bactérias, são hoje as mais ínfimas unidades autopoéticas que se tem conhecimento.


SEGUNDA LEI DA TERMODINÂMICA
De acordo com essa lei, a auto-sustentação autopoética só preserva ou aumenta a ordem interna mediante uma contribuição para a “desordem” do mundo externo. Todos os seres vivos necessitam realizar o metabolismo e, por conseguinte, todos precisam criar uma desordem local.
Os seres orgânicos e o meio ambiente acham-se entrelaçados. O solo, por exemplo, não é isento de vida, é uma mistura de fragmentos de rochas, pólen, filamentos de fungos, cistos de ciliados, esporos bacterianos e outros animais microscópicos.
Desde a origem, todos os seres vivos, têm estado interligados e é a soma dessas interações incontáveis que produzem o mais amplo nível da vida!

A MATÉRIA E A VIDA!
No Universo, a vida pode ser rara ou até singular, porém a matéria de que é feita é elementar! Com o transcorrer do tempo, uma quantidade cada vez maior de matéria inerte ganhou vida; minerais marinhos estão hoje incorporados em criaturas vivas, para proteção e apoio, sob a forma de conchas e ossos.
A vida começou a reutilizar materiais muito antes do aparecimento de seres humanos tecnológicos.
As Bactérias se juntaram e formaram protoctistas, estes, por sua vez, puderam minerar e usar o cálcio, a sílica e o ferro existente nos mares do globo. Os protoctistas evoluíram para animais providos de conchas e ossos.
Individualmente, ou em conjunto, os animais transformaram materiais inerentes em túneis, ninhos e colméias.
A propensão a “construir” o meio ambiente é antiga, atualmente as pessoas transformam o meio ambiente global usando óculos no interior de automóveis, ligados a celulares e terminais bancários por ondas de rádio, providos de eletricidade, canalização de água, esgoto e outros serviços públicos, estamos deixando de ser indivíduos e nos transformando em partes especializadas de um ser mais-que-humano global. Esse ser meta-humano está inextricavelmente ligado à biosfera da qual surgiu e que é muito mais antiga. Os metais e os plásticos representam o mais novo campo da matéria que vai “ganhando vida”.

A MENTE NATUREZA
Todos os seres vivos, não apenas animais, mas também as plantas e os microorganismos são dotados de percepção. Para sobreviver, o ser orgânico tem que perceber: tem que procurar ou, pelo menos, reconhecer.
O ser vivo não precisa ser consciente para perceber. A maioria de nossas atividades cotidianas como respirar, digerir ou até dirigir um automóvel, é executada de maneira predominantemente ou totalmente inconsciente. Sendo assim, presume-se que as ações sensíveis das plantas e bactérias façam parte des
se mesmo continuum de percepção e ação.
A mente talvez seja o resultado de interação celular. Aquilo que somos capazes de reconhecer e ver foi moldado por nossa evolução como criaturas sobreviventes.
A crença na importância da vida, portanto, pode não ser um reflexo da realidade, mas uma fantasia evolutiva que leva, os que nela crêem a fazerem o que for necessário e a suportar qualquer fardo, para sobreviver.
Herdamos uma perspectiva comum, legada por nossos ancestrais. Por fim, como observaram Charles Pierce (1839-1914) e William James (1842-1910), talvez, não haja melhor medida da “verdade” do que aquilo que funciona, aquilo que ajuda a sobreviver.
A mente e o corpo, o perceber e o viver, são processos de auto-reflexão já presentes nas bactérias mais primitivas.
cianobactérias
MUDAR PARA PERMANECER O MESMO: é a essência da autopoese, aplica-se tanto à biosfera quanto à célula. Aplicado às espécies, conduz à evolução!
Para Platão, o céu era habitado por planetas e estrelas dotados de alma, e o mundo, era uma repetição no tempo, de um reino perfeito situado além do tempo: O Universo da Mente Pura.
O desejo de conservar a juventude, a forma mais atraente que temos e, em última instância, a própria vida, é frustrado no nível de corpos animais. Porém, nossa derrota individual é uma vitória para as bactérias. Estando mais próximas das estruturas originais da vida, não vivem como nós, rumando para a morte.
Salvo por um acidente infeliz, uma mutação ou um encontro com outra bactéria que resulte na troca de genes, uma única célula bacteriana pode “sobreviver” para sempre em sua forma original, à medida que geração após geração, cópias dela mesma são produzidas pela divisão celular.
Cada um de nós, seres pluricelulares, é uma estrutura celular em desequilíbrio. A humanidade como espécie e até todo o reino animal têm uma existência muito mais frágil do que a delas.



segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

KARIN RASHID - nas entrelinhas....








KARIN RASHID – idéias e conceitos inéditos e inovadores.

Para entender porque ele se tornou pioneiro na aplicação do pensamento moderno, devemos ter em mente, as mudanças ocorridas, em todas as áreas. Centenas de novas “coisas” surgem a todo o momento multiplicando possibilidades que ainda ontem eram inconcebíveis, oferecendo funções que extrapolam a realidade.
Robôs são utilizados na automação da injeção de plásticos, e a fabricação de moldes passa a ser totalmente automatizada, equipamentos computadorizados projetam coreografias de raios laser sobre superfícies e formas; a nanotecnologia inaugura novas perspectivas para superfícies e materiais, a ampla disseminação da tecnologia rege a vida moderna.
Hoje temos novos mercados globalizados, podemos viajar para qualquer lugar badalado do mundo numa questão de horas e nos comunicarmos em tempo real, com pessoas em qualquer lugar do planeta. Por outro lado, nos deparamos com responsabilidades e desafios no gerenciamento de recursos globais e vivenciamos mudanças geográficas e catástrofes naturais.

QUERO MUDAR O MUNDO!
Em 2000, precisamente na virada do século, lançou o manifesto: “I want to change the world” (QUERO MUDAR O MUNDO).
Desde então, ele vem conseguindo, se não MUDAR, pelo menos INFLUENCIAR e INFILTRAR a realidade cotidiana e as pessoas que nela vivem. "Imperceptivelmente"e "sutilmente", suas idéias vão se materilizando, "criando vida"....

ESTOU PROJETANDO NOVOS MUNDOS..
Naturalmente, tudo isso, significa o surgimento de NOVOS MUNDOS e também de novas formas de comportamento.
As idéias estão soltas, os ciclos de inovação podem ser medidos em meses e, na era da internet, meses são como anos do séc XX.
Os resultados naturais desses novos mundos, são mutações, híbridos, variações sobre antigas genealogias, e a substituição implacável do ultrapassado.
A era do computador, veio substituir a era das máquinas, e essa nova era, dá forma à nova produção e ao novo design num processo de permanente mutação.
A verdade é que, todo mundo sabe e percebe que estamos vivendo uma realidade completamente inédita, regida por um constante e veloz movimento transformador, onde o NOVO, se torna untrapassado no segundo seguinte...e onde aquilo que era tido como impossível, pode de repente, mostrar-se como algo obvio e simples.
O reinado dominador da ROTINA vai perdendo forças! Como sempre gosto de dizer: "A rotina nos bitola e a tendência nos controla."

Autismo pode ser fruto da evolução biológica do cérebro humano, dizem cientistas Transtorno começa a ser reavaliado como um possível produto da seleção de habilidades cognitivas

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