sexta-feira, 15 de março de 2013

CONTO DE FADAS

CONTOS DE FADA
 

Os contos de fadas são uma variação do conto popular ou fábula. Partilham com estes o fato de serem uma narrativa curta, transmitida oralmente, e onde o herói ou heroína tem de enfrentar grandes obstáculos antes de triunfar contra o mal. Caracteristicamente envolvem algum tipo de magia, metamorfose ou encantamento, e apesar do nome, animais falantes são muito mais comuns neles do que as fadas propriamente ditas. Alguns exemplos: "Rapunzel", "Branca de Neve e os Sete Anões" e "A Bela e a Fera".



FADA: A palavra portuguesa"fada" vem do latim fatum (destino, fatalidade, fado etc)


 
As primeiras referências às fadas surgem na literatura cortesã da Idade Média e nas novelas de cavalaria do Ciclo Arturiano, tomando por base textos-fontes de origem reconhecidamente céltico-bretã. Tal literatura destaca o amor mágico e imortal vinculado às figuras de fadas como Morgana e Viviana, o que evidencia o status social elevado das mulheres na cultura celta, na qual possuíam uma ascendência e um poder muito maiores do que entre outros povos contemporâneos (ou posteriores). Conforme destaca Coelho:




Na maioria das tradições, as fadas aparecem ligadas ao amor, ou sendo elas próprias as amadas, ou sendo mediadoras entre os amantes. A partir da cristianização do mundo, foi esse último sentido que predominou, perdendo-se completamente aquela outra dimensão "mágica", sobrenatural.



PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
  • Podem contar ou não com a presença de fadas, mas fazem uso de magia e encantamentos;
  • Seu núcleo problemático é existencial (o herói ou a heroína buscam a realização pessoal);
  • Os obstáculos ou provas constituem-se num verdadeiro ritual de iniciação para o herói ou heroína;
 Morfologia dos contos de fadas
Em seu famoso estudo sobre o conto maravilhoso (no qual inclui os contos de fadas), V.I. Propp afirma que ele "atribui freqüentemente ações iguais a personagens diferentes" Estas ações (mais adiante denominadas "funções") nos permitiriam estudar os personagens dos contos a partir das mesmas. Tendo isto em vista, Propp elabora quatro teses principais:
  1. "Os elementos constantes, permanentes, do conto maravilhoso são as funções dos personagens, independentemente da maneira pela qual eles as executam. Essas funções formam as partes constituintes básicas do conto."
  2. "O número de funções dos contos de magia conhecidos é limitado."
  3. "A seqüência das funções é sempre idêntica."
  4. "Todos os contos de magia são monotípicos quanto à construção."
 
 
Vimos que o conto de fadas é uma narrativa explicitando funções, cujo número é limitado e cuja ordem de sucessão é constante. A diferença formal entre vários contos resulta da escolha, operada individualmente, entre as trinta e uma funções disponíveis e da eventual repetição de certas funções. Mas nada impede a realização de contos com a presença de fadas, sem que a narrativa obedeça à norma precedente; é o caso dos contos fabricados, dos quais podemos encontrar exemplos em Andersen, Brentano e Goethe. Inversamente, a norma pode ser respeitada apesar da ausência de fadas. O termo 'conto de fadas' é, pois, duplamente impróprio.
 
O processo pelo qual as crianças podem utilizar os contos de fadas na resolução de seus próprios problemas é explicitado mais adiante:


O modo pelo qual os contos de fada resolvem esses conflitos é oferecendo às crianças um palco onde elas podem representar seus conflitos interiores. As crianças, quando ouvem um conto de fada, projetam inconscientemente partes delas mesmas em vários personagens da história, usando-os como repositórios psicológicos para elementos contraditórios do eu.
 

 
ME IDENTIFICO TANTO COM ESSA FRASE, ÀS XS SINTO QUE FOI FEITA PRA MIM....
 
 
 
 

não só de CINZAS vive o mundo! rs


 



*    COR COMPLEMENTAR – são aquelas cuja mistura produz o branco. Segundo Helmholtz, excluindo-se o VERDE-PURO, todas as demais cores simples são complementares de uma outra cor simples, formando os seguintes pares: vermelho/azul esverdeado, amarelo/anil azul/laranja. Em física, cores complementares significam PAR DE CORES, uma COMPLEMENTANDO  a outra.
*   COR SECUNDÁRIA – cor formada por EQUILIBRIO OPTICO por 2 cores primárias.
*   COR TERCIÁRIA –  é intermediária entre uma cor secundária e qualquer das duas primárias que lhe originou.
*   CORES QUENTES – vermelho e amarelo e d+ cores nas quais predominam.
*   CORES FRIAS – azul e verde e demais variações.
IMPORTANTE:  uma cor pode parecer tanto fria quanto quente, dependendo da relação estabelecida entre elas e as demais.
Um verde-amarelado numa escala de vermeljos parecerá frio. Em comparação com azuie e violetas, o mesmo verde, parecerá quente.
Vide exemplo abaixo:

 
 
 
COR DE CONTRASTE: cor inexistente




 
Cor de contraste é uma COR SUBJETIVA, percebida pelo observador posto numa situação onde uma COR INDUTORA provoque sobre a superfície vizinha, a percepção de uma cor que não se apresenta fisicamente e que é complementar fisiológica da indutora.
COR TRANSMUTADORA: A cor, como elemento de arte, pode colocar-se a serviço dos mais altos fins estéticos além disso, cada uma delas, possui um efeito especifico sobre o homem, revelando assim, sua presença tanto na retina como na alma. Deduz-se daí, que a cor pode ser usada para determinados fins sensíveis, morais e estéticos.
Quando se aprende inteiramente a marcha divergente do amarelo e do azul e particularmente a exaltação até o vermelho, significa que os dois opostos se aproximam entre si, terminando por fundirem-se numa nova entidade.
Pela vastidão de suas proposições, Goethe é tido como um dos mais fecundos pesquisadores de assuntos cromáticos, apoiado na sabedoria antiga, consegue a reabilitação da LUMINOSIDADE DO OLHAR – no olho existe uma luz patente que ao menor estimulo se agita e abre as portas da fisiologia e da patologia como campo de investigação da COR. Com Goethe aprendemos que: A BELEZA DA COR É UM REFLEXO DA BELEZA INTERNA DO SER HUMANO.
 MUDANÇA DE FOCO! Todos os fenômenos naturais estão ligados a vários níveis de adaptação do olho com o ambiente que o cerca. Contudo, nossa atenção somente se volta para tais adaptações, quando estas apresentam índices de intensidade fora do normal. A vista adaptada a uma cor, torna-se mais sensível às cores contrárias à que se acostumou! O psicólogo Eward Hering (1834-1910) explicou que esses fenômenos decorrem da capacidade reversiva do mecanismo visual- ação de 3 duplas de estímulos: branco/preto, azul amarelo, vermelho/verde.

 

 

quarta-feira, 13 de março de 2013

BRINCANDO COM AS CORES:

Olhe FIXAMENTE durante 40 segundos o círculo vermelho, em sua periferia surgirá o círculo complementar verde. Em seguida, olhe para a área branca ao redor, passado alguns segundos, visualizará 1 bola verde-azulada.
:)

PRA NÃO FALAR SÓ DE CINZASSSssssssssss - CONTINUAÇÃO



CORES, PERCEPÇÃO E ESTÍMULOS:
A cor não tem existência e é produzida por certas organizações nervosas sob a ação da LUZ. Praticamente em todos os idiomas, a palavra COR designa a percepção do fenômeno ( SENSAÇÃO), assim como, as radiações luminosas diretas e também as refletidas por determinados corpos (MATIZ ou COLORAÇÃO) que o originam. Sua “materialização” está condicionado a dois elementos:

*    A LUZ – objeto físico agindo como estímulo
*    O OLHO – aparelho receptor, funcionando como decifrador do fluxo luminoso, decompondo-o ou alterando-o através da função seletiva da retina.

São os ESTÍMULOS que causam as SENSAÇÕES CROMÁTICAS e estão divididos em 2 grupos:

*   CORES LUZ – luz colorida e a radiação luminosa visível que tem como síntese aditiva a LUZ BRANCA. Sua melhor expressão é a LUZ SOLAR, por reunir de forma equilibrada TODAS as matizas existentes na Natureza.
CORES-LUZ PRIMÁRIAS
 
 
 
 
*   CORES PIGMENTO –  substâncias corantes que fazem parte das substâncias químicas. São relativas à quantidade de LUZ REFLETIDA que determina sua coloração. O que nos leva a classificar um um corpo como verde por exemplo, é a capacidade que possui de absorver quase todos as tonalidades dos verdes. Segundo Goethe (193, p.506), cores químicas:

São as que podemos criar, fixar em maior ou menor grau e exaltar e determinados objetos, são aquelas as quais atribuímos uma propriedade imanente. Em geral, se caracteriza por sua persistência. Em razão do que antecede, em tempos remotos designavam-se proppi, corporei, materiales, veris permanentes, fixi.”
CORES-PIGMENTO TRANSPARENTES
 

 
 
CORES PIGMENTO OPACAS
 

 

segunda-feira, 11 de março de 2013

MUITO ALÉM DOS CINZAS............rsrs

"No momento, meu espírito está inteiramente tomado pelas leis das cores. Ah, se elas nos tivessem sido ensinadas na juventude!"    (Van Gogh)
 
 
A SURPREENDENTE PERCEPÇÃO DA COR:

 
O homem inicia a conquista da cor, no mesmo momento em que inicia a conquista da condição humana. O desejo de reproduzir a coloração percebida nos seres e nas coisas, assinala o começo de uma longa historia...
A conscientização das diversas cores (entre os frutos e os animais, entre raio e a labareda de uma chama) foi um grande passo.
Numa ação de caráter predatório, como a caça ou a coleta de frutos, o homem utiliza elementos minerais da flora e da fauna, para colorir seu próprio corpo, seus utensílios as paredes da caverna e consequentemente SUA VIDA!
Deve-se ter em mente que, assim como o código oral, moral e religioso assume simbolismos variados no transcorrer da história, também as cores terão variadas significações para os povos.
A importância da sombra sempre rivalizou com a da própria luz na analise dos fenômenos cromáticos. Há muito tempo que Goethe já falava de uma SENSAÇÃO COLORIDA e estava com a razão, uma vez que, os diferentes raios luminosos (matizes) apesar de sua existência objetiva NÃO SÃO CORES. Dizia que: “toda cor tem por origem uma não cor e uma não luz.”
A cor sendo uma SENSAÇÃO, é produzida pelos matizes, entretanto, só é possível provocar este fenômeno perante luz e obscuridade.
 “todos os corpos transparentes sãos sempre mais ou menos turvos, contém em maior ou menor escala, alguma parcela de obscuridade.” (1963,p.444). (Goethe)
O ar atmosférico que nos cerca é um corpo transparente isto é, um corpo turvo com certo grau de obscuridade e pode ser descrito como:  sombra que se mistura permanentemente a luz, alterando-lhe. Quanto à coloração azul do firmamento, acredita-se que, seja causado por partículas extremamente pequenas de ar que difundem os raios luminosos de ondas mais curtas (azul e violeta); quando aumenta o tamanho dessa partícula, a COLORAÇÃO MUDA, chegando ao extremo oposto do espectro, o vermelho.

 PERCEPÇÃO:
O dom humano de interpretar estímulos sensoriais, é mais complexo na percepção das cores. Outrora os físicos acreditavam que, as percepções das cores originava-se de comprimentos específicos de ondas de luz. Todavia, pesquisas recentes revelaram que, as cores podem ser percebidas mesmo na ausência de seus comprimentos específicos de ondas.


As cores são criadas a partir dos contrastes de ondas maiores e menores que se combinam, são frutos da LUZ e da SOMBRA.
Para Goethe: o fenômeno cromático, pressupõe o deslocamento da imagem e essa imagem é formada pela combinação de contornos e superfícies.
As imagens deslocadas em virtude da refração, apresentam bordas e limbos coloridos. Ao se deslocar uma imagem, a cor que a precede, é sempre a mais larga e a chamamos LIMBO, a que fica aferrada ao contorno é a mais estreita e a denominamos BORDA. Ao defender a idéia de que a cor tem origem na obscuridade.
Observe a imagem a seguir: Olhando-se para os 2 retângulos, vê-se o centro de cada um em função das respectivas margens... O painel da direita parece mais escuro porque é visto em contraste com a margem mais clara. MAS AMBOS TÊM A MESMA COR.

Goethe acrescenta: “No entanto, há de ter-se sempre presente o movimento do escuro até o claro e do claro até o escuro."
 



 
 
 
 


sábado, 29 de dezembro de 2012

GRIFOS

Os caminhos da vida são realmente extraordinários. Jamais pensei que uma viagem de férias, de última hora e sem planejamento, pudesse me levar ao encontro de figuras tão incríveis que já existiram - seja no imaginário das pessoas ou na história - e pudesse conectar meu momento pessoal a uma simbologia fantástica. A experiência foi intransferível, mas tenho certeza que se você procurar vai achar no seu íntimo sua própria conexão.

Na região de Umbria, na Itália, a cidade de Perugia é muito mais interessante do que parece. Não é roteiro de turistas, mesmo tendo um famoso festival de chocolate europeu em outubro, que por sorte caí na semana em que cheguei lá.

A primeira coisa que me chamou a atenção foi a quantidade de detalhes trabalhados na arquitetura da cidade toda: nos trincos e fechaduras das portas, ganchos, estátuas, torres, lustres e várias peças decorativas. E foi observando isso que me deparei com uma criatura supreendente: O GRIFO.

Perugia, Itália
Perugia, Itália

Com o corpo e as pernas de um leão, e cabeça e asas de uma águia, este animal foi pensado para ser especialmente poderoso e majestoso, já que o leão foi tradicionalmente considerado o rei dos animais e a águia era o rei dos pássaros. 

Perugia, Itália
Há versões em que o corpo e as pernas traseiras são de um leão, e cabeça, asas e patas dianteiras são de uma águia.

Perugia, Itália

Perugia, Itália


De acordo com o mito, ele é oito vezes maior e mais forte do que o leão. Parece ter se originado no Oriente Médio, porque é encontrado nas pinturas e esculturas de antigos babilônios, assírios e persas. Uma lenda grega conta que o deus Apolo tinha ido buscá-los e voltou para a Grécia cavalgando no dorso de um deles. Guardavam os tesouros de Apolo para protegê-los Arimaspians.

Vaso com Arimaspian combatendo um Grifo, by the Ixion Painter; ca. 340 B.C.  

Arimaspians são guerreiros cyclop cabeludos do norte da Cítia que lutaram com criaturas aladas como o grifo pelo ouro que as mesmas guardavam.
Outra lenda é que ele era um equívoco antigo derivado dos restos fossilizados dos Protoceratops encontrados em minas de ouro nas montanhas de Altai da Cítia, que hoje em dia é sudeste do Cazaquistão, ou na Mongólia. Os Grifos são conhecidos por guardar tesouros e bens de valor inestimável.



Perugia, Itália


Grifo e Leão - Perugia, Itália
Grifo e Leão -  Perugia, Itália

Um hipogrifo é uma criatura lendária, supostamente o fruto de um grifo e uma égua. Sendo uma união de um animal terrestre e um pássaro aéreo, ele foi visto na cristandade para ser um símbolo de Jesus, que era ao mesmo tempo terreno e divino. Como tal, podem ser encontrados em algumas igrejas esculpidas.


Roger and Angelica Mounted on the Hippogriff - Antoine-Louis Barye

Perugia, Itália


De acordo com o New Dictionary of Heraldry de Stephen Friar, se acreditava que uma garra de grifo tinha propriedades medicinais e uma de suas penas poderia restaurar a vista dos cegos.  Taças formadas a partir de garras de grifo (na verdade chifres de antílope) e ovos de grifos (na verdade, ovos de avestruz) foram altamente valorizados em tribunais europeus medievais. 

Quando eles emergiram como um grande poder nas viagens marítimas na Idade Média e no Renascimento, os grifos e hipogrifos começaram a fazer parte do brasões dos escudos e símbolos familiares.





Perugia, Itália

Este animal híbrido convencionalmente representa:

 força, 

coragem 

e vigilância

Perugia, Itália


Nota: a convite de minha amiga Nina, venho dividir este pequeno trecho de minha viagem. Postado por Lilian Marino






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