sábado, 16 de agosto de 2014

da série: DIVAS DIVINAS as Deusas indianas...


KALI:

É uma guerreira FEMININA, cuja sexualidade se manifesta em sua forma atuante e primitiva, já que os INSTINTOS se sobrepõem à condição de Deusa. Mostra o lado escuro da mulher, a VERDADEIRA FORÇA FEMININA! 
Ao se zangar, deixa transparecer seu lado mais sombrio, NADA QUE NÓS MESMOS não fazemos, em determinados momentos da vida.

 

 
Chamada de “MÃE NEGRA”, a deusa das TRANSFORMAÇÕES...
É a divina "mãe", a DEUSA DO CONHECIMENTO e DESTRUIDORA DA IGNORÂNCIA.

Apesar da aparência é uma DIVINDADE POSITIVA que apenas representa outro lado de “Nossa Mãe Divina”. Retrata a ENERGIA DESTRUIDORA, mas é também a Deusa-Mãe ligada à CRIAÇÃO.

É a VERDADEIRA REPRESENTAÇÃO DA NATUREZA e considerada, a essência de tudo o que é realidade e a fonte da existência do ser. Deusa da morte e da sexualidade, "esposa" do deus Shiva em algumas culturas. Segundo os Vedas, Shiva é transformado em Kali, que seria um de seus lados, para trazer o fim..
 
A lenda conta que, numa luta entre Durga e o demônio Raktabija, este aterrorizou Durga com um diabólico feitiço: cada gota de seu sangue se transformava em um demônio. Durga e Shiva, ao tentar matar os vários demônios que surgiam de cada gota de sangue, cortavam a cabeça (e, daí, nasciam mais e mais demônios). Já em desespero, surge Kali, que cortava as cabeças e lambia o sangue (daí, a representação tradicional sua com o colar de cabeças, a adaga e a língua de fora). Assim, dizimou os demônios de Raktabija.
 O seu papel de ceifadora de vidas é absolutamente indispensável para a manutenção do mundo. É, também, uma das formas da deusa Parvati, esposa de Shiva. Coberta de cobras no seu corpo em vez de roupas, e tem um colar dos crânios dos seus filhos.




 


 SIMBOLOGIA:
Sua SIMBOLOGIA deve ser compreendida num ASPECTO MAIS PROFUNDO que é, na verdade, a DESTRUIÇÃO do EGO, do APEGO e das ilusões que geram sofrimento.
KALI é a DEUSA DO CONHECIMENTO e DESTRUIDORA DA IGNORÂNCIA. Quando não se consegue renunciar conscientemente aos "fúteis prazeres", a "NATUREZA INFERNAL" providencia essa dissolução nos "infernos atômicos da Natureza."


 MANTRA DE KALI:
O MANTRA DE KALI, atua sobre a energia Kundalini eliminando assim, o egocentrismo do praticante ajudando-o a encontrar a maturidade e a Iluminação.
mantra: SRI KALIKAYA NAMAHAH (dever ser entonada 8xs ao dia)

 


quinta-feira, 22 de maio de 2014

da série: Seu ESTILO é sua ESSÊNCIA


ESTILO:o meu, o seu, o nosso, o vosso, o deles... 
 

 
 
O ideal seria que as pessoas mudassem o rumo de suas buscas e objetivos, ao invés de passarem a vida tentando copiar o estilo de algo ou alguém descobrissem seu próprio estilo uma vez que é esse o grande segredo: cada um tem um... A felicidade é um jeito de viver a vida, não simplesmente uma coleção de momentos felizes, mas uma postura de compreensão diante dos acontecimentos diários. Uma forma de entender que o sofrimento é inevitável. Assim como o prazer também o é. De um jeito ou de outro, eles vão aparecer, apesar da nossa maneira de administrar nossas vidas, porque viver é uma longa caminhada por entre desertos e oasis, mistérios que a existência prepara para vivermos, diversos pratos exóticos para saborearmos e, através deles, nos descobrirmos.

Esteja certo: tudo o que aconteceu foi perfeito! Esse foi o caminho que a existência encontrou para nos ensinar tantas coisas que precisávamos aprender.
 
As pessoas esquecem que tudo é temporário, inclusive a nossa permanência no planeta. Na tentativa de garantir que algo fique do jeito que nós planejamos, fazemos loucuras, negamos tanta coisa e não percebemos o que realmente está acontecendo. Negamos a nossa própria capacidade de ver, para garantir um sonho; negamos a nós mesmos, aos outros, negamos aquilo que é real, para manter a ilusão de que o sonho continua...

Vivemos num mundo de aparências, em que representamos ter todas as respostas e certezas, nos afastando de nossa essência. O drama é que, hoje em dia, o mundo exige que as pessoas busquem freneticamente interpretar um papel que lhe foi imposto, e ao menor deslize pode ser punido com o desprezo.
 
Nesse mundo de aparência e ostentação, em que o dinheiro está sendo mais valorizado do que os sentimentos, as pessoas se encontram mas não se relacionam, trabalham mas não se realizam e, principalmente, vivem sem conhecer a própria alma.

Seu ESTILO é sua ESSÊNCIA

Seu ESTILO é sua ESSÊNCIA



Estilo: pode incluir moda, design, formato, ou aparência, incluindo por exemplo:
Estilos reais e nobres
Em botânica - estilo é uma parte do pistilo de uma flor
Estilo (arte) - dispositivos visuais, características tópicas e outras características que unificam ou distinguem o trabalho de certos artistas, grupos ou correntes; cunho distintivo
Estilo arquitetónico - Classificação de períodos da história da arquitectura de acordo com suas características formais
Cascading Style Sheets - estilos para páginas da internet
Estilística - em linguística, forma de utilização da língua, incluindo o uso estético da linguagem, em obras literárias ou não, considerado individual ou coletivamente.
Em botânica - estilo é uma parte do pistilo de uma flor
 
 
Pistilo corresponde ao conjunto de órgãos femininos das flores das Angiospermas: o estigma, o estilete, e o ovário. O termo "pistilo" não é a forma mais popular do termo "gineceu" como alguns pensam.
O carpelo assim modificado passa a ter aspecto de um instrumento muito utilizado na química, conhecido como pistilo, motivo pelo qual também é assim denominado. Uma flor pode ter um só carpelo ou vários que, fundindo-se total ou parcialmente, formam lojas.
O pistilo é formado por uma ou mais folhas modificadas, que se fundem dando origem a uma porção basal dilatada, denominada ovário.
 
  Significado de Essência
Elemento primordial que Deus colocou em cada coisa e que o faz uno com Ele.
O que constitui a natureza de um ser, de uma coisa: essência divina.
Acepção mais importante, o que há de fundamental, espírito.
Característica do atributo em seu mais alto nível: é a essência da bondade.
Diz-se da ou a própria existência.
Substância aromática extraída de certos vegetais, extrato, perfume: essência de baunilha, essência de rosas.
Filosofia. Platonismo. O ser autêntico, percebido na medida em que o espírito se sobrepõe às percepções equivocadas e irreais do sentidos, tornando-se habilitado à refletir acerca da imutabilidade de alguns aspectos da própria realidade.
Filosofia. Aristotelismo. A reunião das características comuns que definem a natureza intrínseca de cada ser, em contraposição às mudanças momentâneas ou extraordinárias que podem assolá-lo.
Filosofia. Tomismo. A conceituação geral, percebida unicamente através do pensamento, e eventualmente dissociada da realidade existencial, única e palpável.
Filosofia. Existencialismo. Natureza ideal de um ser: para o existencialismo, a existência precede à essência.
Metafísica, a essência de uma coisa é constituída pelas propriedades imutáveis da mesma, adventos do conhecimento. O oposto da essência são os acidentes da coisa, isto é, aquelas propriedades mutáveis da coisa, possíveis apenas durante a fase dedutiva.
 
 
 


Seu ESTILO é sua ESSÊNCIA

 

“A ciência verdadeira mostra-nos como aplicar nossa fé religiosa à vida exterior. A arte mostra-nos como aplicá-la a nossos sentimentos.” (Leon Tolstoi)
 
Oficinina de Estilo:
QUAL É SEU ESTILO??? O QUE É TER ESTILO?
"Ter Estilo" é uma expressão muito presente na atualidade, entretanto poucos param para raciocinar sobre seu real significado. Muito se ouve por aí: Aquele cara tem estilo, fulano é estiloso entre outras... Todo mundo quer "ter estilo".
 O inconsciente desejo pela busca de um estilo é o alimento que move a indústria de moda. Os indivíduos consomem produtos de moda, não simplesmente porque vivem num regime capitalista e são induzidos a comprar sempre mais e mais, como ocorre com a grande maioria dos outros produtos, mas porque, no âmago de seu ser, buscam através dela, descobrir sua própria essência e esta nada mais é, que sinônimo de seu estilo! Estas duas palavras estão intrinsicamentes interligadas.
DESCOBRIR SEU ESTILO, NADA MAIS É, QUE DESCOBRIR SUA ESSÊNCIA!
As pessoas atualmente, encontram-se infelizes e insatisfeitas com elas mesmas por mais que tenham recursos e possibilidades de consumir todas as opções disponíveis no mercado que prometem transformar sua vida, elas não conseguem se satisfazer e encontrar o que tanto almejam...Trasmutam seus corpos através de plásticas e silicones, comprar as roupas mais caras e os ultimos lançamentos da moda, moram nas melhores casas, tem o carro dos sonhos, o jardim, o cachorro, etc, mas parecem nunca estarem felizes e satisfeitos...
Um dos fatores que ocasiona essa INFELICIDADE ETERNA, esse vazio constante que nem todos os produtos podem preencher, é que as pessoas ao invés de tentarem descobrir e aperfeiçoar o SEU ESTILO, a sua própria essência, passam a vida a tentar "TER O ESTILO DE ALGUÉM".
Ignoram a si e focam sua existência a uma frustrada aventura de querer ser outrem... E o pior, esta é uma missão impossível, e que acaba se tornando cada dia mais decepcionante: querem o nariz de um, a boca de outro, o cabelo de outro o vestido de outro; nunca ficarão bem com o nariz alheio, porque o nariz é dele, foi feito para ele, e para a perfeita harmonia de seu conjunto. O nariz mais lindo e perfeito para você é O SEU.
Escuto muito por aí, eu sou estilo retrô, eu sou estilo roqueiro, eu sou estilo sertanejo... Sigo o estilo de fulano, ciclano, indiano... OK, esse é o estilo deles E O SEU?? QUEM REALMENTE VOCÊ SONHARIA SER?
Há de se destacar aqui que, não tem problema algum em se ter referências e inspirações, isso é muito importante por sinal,  mas é preciso aplicá-las na sua realidade a fim de criar seu proprio contexto, como se diz em Arte, ser uma releitura e não uma cópia.
Esse é o objetivo desta OFICININA, levar a pessoa a descobrir quem ela realmente é, o que realmente gosta e não simplesmente ser induzida e influenciada pela mídia e pelas referências que a cercam...
Desvendar seu ESTILO/ESSÊNCIA é descobrir o que realmente é importante para você, do fundo do coração; e descobrindo as coisas que lhe fazem feliz fica mais fácil encontrá-las!
 
 

 
 
 
 






 



domingo, 20 de abril de 2014

IMAGO





Imago (psicologia)





Termo criado por Carl Jung em 1912 e depois usado por Freud e outros psicanalistas. O imago designa uma imagem inconsciente de objeto, realizada e construída em idades precoces e que fica investida pulsionalmente.
Existem assim vários imagos mencionados por Jung e por Freud tais como, por exemplo, o imago maternal e o imago paternal.
Estes imagos desempenham o papel de modelo ou ideal que rege de uma forma inconsciente as escolhas de objetos. Assim, implica que as relações de objetos posteriores tendem a reproduzir as relações de objetos da infância.


Segundo Melanie Klein, o imago é um objeto introjectado fantasmaticamente, com uma perceção errónea e distorcida dos objetos reais. Então, o modelo idealizado não corresponderia ao objeto real. Esta distorção imaginária dever-se-ia à imaturidade percetiva e cognitiva do ego do recém-nascido, que o tornaria incapaz de avaliar e perceber os objetos na sua totalidade.

O conceito de identificação traz para a teoria psicanalítica uma nova concepção para a formação do eu. Em 1914, em "Sobre o narcisismo: uma introdução", Freud nos diz que o eu é um objeto investido libidinalmente, mas só em 1917 percebemos que o que é investido são as identificações com o outro que formam o eu.
É a partir de certas manifestações da melancolia que Freud esclarecerá certas nuances importantes do mecanismo da identificação. Na melancolia haveria uma regressão do investimento objetal para a fase oral ainda narcisista da libido. Nesta última o ego deseja incorporar o objeto devorando-o, numa forma de identificação já esboçada em Totem e Tabu (Freud, 1912 - 1913, pág 170). As auto-censuras e auto-depreciações que caracterizam a melancolia e que se julgavam dirigidas ao ego são na verdade dirigidas ao objeto de amor introjetado no ego por via da identificação e do qual, após ter sido perdido, o ego agora se vinga (Freud, 1917, pág 283-284).
A melancolia é uma regressão a uma fase pensada como essencial para a constituição do eu, onde a diferença entre eu e outro não é tão demarcada. É do estudo da melancolia que Freud enuncia o modelo básico do mecanismo da identificação: um objeto investido libidinalmente dá lugar a uma identificação, a qual fará as vezes do objeto no ego.
A idéia da identificação como molde para construção do eu culmina em 1923 com o texto "O eu e o Isso", onde encontramos uma definição do eu como precipitado de identificações abandonadas. Podemos dizer que a identificação é uma hesitação entre o eu e o outro, na medida em que, sendo o primeiro constituído a partir de identificações com o segundo, a pergunta "quem é eu, quem é o outro?" se apresenta necessariamente e o par sujeito-objeto se torna extremamente complexo.
A proposta de Freud de deduzir uma psicologia científica e naturalista segundo um mínimo de pressupostos pode ser referido a inúmeras fontes. Apesar de o ensaio ter sido iniciado numa viagem de trem, de nenhum modo é um texto de ocasião.
 Na verdade reflete as tentativas de Freud para fundamentar uma clínica baseada na palavra e é extremamente útil para quem deseja conhecer como se originou a Psicanálise. Freud tomaria emprestado de Mill um tipo de análise psicológica. Junto com análise psicológica, ele pressupõe que leis de associação estejam na base dos fenômenos estudados. As leis, do mesmo modo que a etologia de Mill – uma teoria sobre o desenvolvimento do eu, pensado como objeto natural – , são fundamentais para deduzir uma teoria sobre o aparelho psíquico. Assim, a construção de uma psicologia natural em Entwurf está baseada em leis de associação e na crença de que o ser humano busca o prazer e os objetos aprazíveis e afasta-se da dor e dos objetos que a causam.
Entwurf descreve a formação do eu pela experiência, visando tornar inteligível o aparecimento de processos primários no interior desse eu, uma vez que tais processos seriam responsáveis pelos sintomas neuróticos. Defendemos, em primeiro lugar, que a maneira adotada por Freud, a dedução de uma psicologia quantitativa baseada em poucos postulados e em leis psicológicas de associação segue o programa de investigação de Mill para a psicologia empírica exposto em System of Logic. Em segundo lugar, que o papel conferido por Freud à linguagem denotar se torna inteligível quando se reconhece débito para com Mill. E, por fim, que a análise psicológica esboçada por Freud segue a análise tal como ela foi formulada por Mill.



 

sábado, 19 de outubro de 2013

 
OS LIVROS E O EU DIVINO
As possibilidades de nos mantermos abertos à experiência do sagrado dependem dos modos de ser que nos foram proporcionados na relação pré-verbal, quando crianças. Depende da  espontaneidade da relação corporal mãe-filho, classicamente manifestada no brincar.
Um dos maiores fenômenos da evolução da vida é, sem dúvidas, a transformação que passa a INTELIGÊNCIA INFANTIL - o senso íntimo das crianças...Esses PEQUENINOS TIRANOS da nossa existência, essas flores que perfumam os nossos lares e que são, ora a AFLIÇÃO, ora o CONSOLO, o ENCANTO e a ALEGRIA de nosso viver.
É maravilhoso contemplar a alma que se desenvolve, a INTELIGÊNCIA QUE JÁ PROCURA TIRAR UMA DEDUÇÃO OU CRISTALIZAR UM RACIOCÍNIO.
O pensamento de crisálida, tem a doçura e a suavidade de uma flor em eclosão e lembra o pássaro ensaiando com as tímidas asas o primeiro vôo; nessa época, para a criança, é TUDO UM MISTÉRIO. Ao passo que, para o homem que chegou ao "APOGEU DE SUA EXISTÊNCIA POSITIVA", os fenômenos se passam físicos e sociais, COMO SIMPLES FATOS de cujas causas finais ou primordiais, ele NÃO QUER SABER E DISPENSA INVESTIGAR... Inversamente a isso, para o ESPÍRITO DA CRIANÇA, tudo o que passa lhes impressiona os sentidos é uma NOVIDADE, um acontecimento inédito, nunca imaginado. Essa CURIOSIDADE INFANTIL as induz a tudo perguntar, a tudo querer saber com o intuito de se assenhorarem dos porques de tudo.
Verden-Zoller faz o seguinte comentário a respeito da capacidade humana para brincar: ”O bebê humano encontra a mãe nas brincadeiras, antes de começar a falar. A mãe humana, contudo, pode encontrar o bebê na não-brincadeira, pois já está na linguagem quando começam as conversações que constituirão seu filho." Se encontra o filho na brincadeira, isto é, em uma relação biológica congruente de aceitação total de sua corporeidade, a criança é vista como tal e sua biologia é confirmada, no fluxo do crescimento corporal e da transformação.


Se a mãe humana não brinca com a criança, seja por causa de suas expectativas, desejos, esperanças, aspirações, falta de tempo ou o que quer que seja, a biologia da criança é negada ou não confirmada e o crescimento dele é reduzido e a criança incapacitada, em vez de uma normal...
Quando a mãe encontra a criança na brincadeira – “em uma relação biológica de total aceitação de sua corporeidade” – a criança passa a ser vista como tal, isto  significa que foi confirmada, admitida, reconhecida na integridade e na justiça de sua biologia, desenvolvimento e crescimento, como SER HUMANO.
 
CENÁRIO ATUAL:


O problema é que a IGNORÂNCIA SE TORNOU MAIS INTERESSANTE, especialmente a grande e fascinante ignorância acerca de assuntos enormes e importantes como a MATÉRIA e a CRIAÇÃO.


As pessoas pararam de construir  PACIENTEMENTE SUAS CASINHAS RACIONAIS NO CAOS DO UNIVERSO E COMEÇARAM A SE INTERESSAR PELO CAOS EM SI – em parte, porque era muito mais fácil ser especialista no Caos, mas PRINCIPALMENTE porque ele propicia várias estampas para colocar na camiseta. Saíram por aí dizendo que  era IMPOSSÍVEL SABER ALGUMA COISA, diziam que não havia NADA pra se chamar de REALIDADE entretanto, sabiam que isso era extremamente empolgante. 
Desconfia-se  que exista um monte de PEQUENOS UNIVERSOS POR TODA PARTE imperceptíveis à nossa LIMITADA VISÃO,  uma vez que, encontram-se curvados dentro de si; sendo assim, uma tartaruga grande com um Mundo nas costas se torna algo praticamente ordinário; ao menos ela não finge que não existe, e ninguém no DISCO jamais tentou provar que ela não existia, e se estivesse certo, ela seria vista no espaço vazio de repente.
 
 O DISCO EXISTE BEM À BEIRA DA REALIDADE: As coisas sem importância podem atravessar para o outro lado! Portanto, NO DISCO, as pessoas levam as coisas a sério! -  COMO AS HISTÓRIAS....
Histórias são importantes, as pessoas pensam que dão forma às histórias mas, na verdade, é o contrário: AS HISTÓRIAS EXISTEM, APESAR DE SEUS PARTICIPANTES, se você sabe disso, esse conhecimento é PODERRRR....

HISTÓRIASSSS:São grandes fitas vibrantes de espaço tempo, MODELANDO, AGITANDO-SE e DESENROLANDO-SE pelo Universo desde o início dos tempos... E evoluíram – as mais fracas morreram e as mais fortes sobreviveram, Históriass ondulando e agitando-se na escuridão! Sua simples existência forma uma camada tênue, porém impactante, sobre o Caos que é a história... AS HISTÓRIAS DEIXAM SULCOS PROFUNDOS E MARCANTES para que os indivíduos os sigam, da mesma maneira que água segue certos caminhos nas encostas das montanhas, QUANDO NOVOS ATORES CAMINHAM PELO TRAJETO DA HISTÓRIA, O SULCO FICA MAIS PROFUNDO. Isso quer dizer que, a História, uma vez iniciada, ADQUIRE FORMA e capta as vibrações de todas as suas outras versões já contadas. POR ISSO A HISTÓRIA CONTINUA SE REPETINDO O TEMPO TODO! Histórias não se importam com quem toma parte delas: O IMPORTANTE É QUE SEJAM CONTADAS, QUE SE REPITAM.....As  Histórias são parasitas que manipulam vidas a serviço apenas de si. Somente UM TIPO ESPECIAL de pessoa pode reagir e se tornar o bicabornato da História: ERA UMA VEZ...
 O  LIVRO:  Antes mesmo que o homem pensasse em utilizar determinados materiais para escrever, as Bibliotecas da Antiguidade estavam repletas de textos gravados em tabuinhas de barro cozido. Eram os primeiros “livros”. Através deles tornou-se possível transmitir fatos, acontecimentos históricos, descobertas, tratados, códigos, ou apenas entreterimento.
MITOS:

Os mitos são relatos fantásticos que encontram lugar fora do tempo definido, histórias de caráter simbólico, dotadas de lógica própria, criadas e preservadas pela tradição oral, eles possuem o poder de nos enredar em suas tramas alegóricas, estimulando o inconsciente coletivo e ajudando a construir a mitologia pessoal. O termo grego müthos, significa fábula ou relato e deriva do verbo muthéin, o qual expressa o ato de inventar histórias. Etimologicamente, está ligado a mithos, que se traduz por fio de teia ou filamento.
Uma crença mais antiga que a própria consciência da existência, fazem parte do âmago do Universo e conseqüentemente da essência do ser...Tudo está interligado, todo o esquema já está montado, são como os finíssimos fios que fazem parte da trama de uma teia de aranha. É preciso aprender a ler os “sinais” que nos foram deixados e perduraram durante os séculos, os sinais que não foram esquecidos, os sinais da Natureza.


O mitológico Campbell (1904-1987) em sua obra As máscaras de Deus, cita a dança ritualística como forma de padrões arcaicos de comportamento, igualmente encontrada entre os macacos, os pássaros, os peixes e até mesmo entre as abelhas. E questiona se o homem como os demais seres da criação, não possuiria alguma tendência inata para reagir de forma racial, estritamente padronizada, a certos sinais do meio ou de sua própria espécie.
Com o transcorrer do tempo, o homem foi cada vez mais  se esquecendo desse seu lado mitológico, desse seu lado mágico; condenando-se assim ao “mundo das sombras”. É preciso enxergar além, abrir-se para o “mundo das idéias”, crer no aparentemente inusitado; como observaram Bergier e Pawels em seu livro O Despertar dos Mágicos: “Esquadrinhar a história invisível é um exercício muito são para o espírito. Desembaraçamo-nos da repugnância pelo inverossímil que é natural, mas que muitas vezes paralisou o conhecimento.” 
O fantástico virou sinônimo de satírico, algo impossível, coisa de doido, talvez, para camuflar seus poderes... Pois, a descoberta da mitologia pessoal, essa libertação do “mundo das sombras”, a leitura e uso dos símbolos e signos, acarretam um conhecimento superior temido por muitos. Esse antigo conhecimento perdurou disfarçando sua importância através das histórias infantis- O encanto, a mágica, o valor simbólico e a importância dos objetos, estão camuflados em simples brincadeira de criança, Isso porque em determinada época da historia, tais crenças foram condenadas com pagãs e somente perduraram por séculos, graças a este disfarce, por terem entrado para o “Maravilhoso Universo Infantil”, onde tudo é possível e a censura inexistente. O estudo do Universo onírico é de grande importância tratando-se deste assunto, Freud (1856-1939) e Jung (1875-1961) detiveram-se amplamente sobre este assunto. Freud, observou que, muitas vezes, sonhamos com elementos que nada tem haver com a experiência pessoal; chamou tais formas de resíduos arcaicos, que aparentam ser traços primitivos representantes da herança comum do espírito humano. Dando continuidade às idéias de Freud, Jung observou que, assim como nosso corpo é um detalhado museu de órgãos, cada qual com sua longa evolução histórica e filogenética, também a mente deve ter tido uma evolução análoga. Jung chamou de arquétipos (assim como anteriormente o fez Platão), o que Freud chamou de resíduos arcaicos. Segundo Jung, arquétipos não podem ser herdados geneticamente, o que se transmite de geração a geração, é a tendência da mente a formar representações simbólicas, padronizadas em seu sentido genérico, mas totalmente variável em detalhes; o arquétipo é na verdade, uma tendência sensitiva dotada de direção e intenção tão marcada como o impulso das aves para fazer seu ninho, ou das formigas para se organizar em colônias.Tanto os resíduos arcaicos como os arquétipos, são signos cuja transferência de energia se dá com os objetos conforme a vontade da pessoa que o possui. O primitivo, por ter um instinto mais aguçado, tem mais facilidade em ver esse “lado mágico” da vida. Jung em seu livro O Homem – à descoberta de sua alma, afirma que: “O primitivo alia a um mínimo de consciência de si, um máximo de compenetração com o objeto, o qual é capaz de exercer sobre ele a sua magia constringente. Toda a magia e toda a religião primitiva se fundem sobre essas influências e interferências mágicas, que demandam do objeto e cuja origem só pode procurar-se em projeções de conteúdos inconscientes sobre o próprio objeto”. O objeto apresenta apenas uma parcela da projeção, o significado é subjetivo e o sujeito acaba fazendo parte da imago* do objeto. Assim, a vitalidade e a independência da imago, escapam à consciência de quem as projeta e, como observou Jung: “O objeto exterior consegue por pé na vida interior e nela participar. Eis como, por via inconsciente, um objeto exterior pode exercer uma ação psíquica imediata sobre o sujeito, visto a sua identidade com a imago o ter de certo modo introduzido no próprio seio das rodagens do organismo psíquica do indivíduo. Daí o “poder mágico” que um objeto pode conter em relação a certos indivíduos”.
 
 


 
 
 
 
 
 
 

Autismo pode ser fruto da evolução biológica do cérebro humano, dizem cientistas Transtorno começa a ser reavaliado como um possível produto da seleção de habilidades cognitivas

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